Lixo seco

De maneira geral, quase tudo o que pode ser reciclado é considerado lixo seco, como por exemplo: papel, plástico, metal e vidro. Ou seja, jornais, embalagens plásticas, latas, potes, garrafas e outros tipos de lixo seco, podem ser considerados recicláveis.

Para que possa ser lixo seco, o material não pode ser contaminado ou sujo com outras substâncias (orgânicas ou não), então pilhas, baterias e outros componentes químicos encontrados dentro destas carcaças não podem ser considerados lixo seco. Estes itens não são considerados lixo seco e nem úmido, mas sim, tóxicos e devem ser descartados em locais apropriados. Caso contrário, podem poluir o solo e a água, contaminando os alimentos e trazendo danos para o meio ambiente.

Atenção: nem todo papel é considerado lixo seco. Papel higiênico, guardanapo e lenços usados são considerados lixo úmido e devem ser descartados como tal.

Mas para a reciclagem e reutilização do mesmo acontecer, é extremamente importante a separação dos dois tipos de lixo e dar um fim correto para eles. Reciclagem não é apenas jogar tudo junto e misturado no lixo, pois isso complica muito o processo e funcionamento do sistema de reciclagem.

Um projeto de reciclagem, em grande escala, também se vê limitado pelos interesses econômicos. A indústria, de um modo geral, só tem se interessado na reciclagem dos materiais mais valiosos e lucrativos. E isso acarretou basicamente a reciclagem dos seguintes materiais: alumínio, plásticos, vidros, papel e papelão.

Por quê reciclar o lixo seco?


Como pode ser observado na sociedade, há uma "indústria do lixo", onde existem uma série de empresas que lucram por tratar de lixo e estas mostram como lixo pode ser algo lucrativo em contraponto do esperado. Alguns dos materiais mais interessantes a serem reaproveitados são classificados como lixo seco:

Alumínio: o metal é fabricado a partir do minério de alumínio, conhecido como bauxita. Gasta-se tanta energia elétrica para produzir alumínio a partir da bauxita, que o reaproveitamento de latinhas de refrigerantes, por exemplo, representa uma grande economia.

Plásticos: a partir da década de 1950, a utilização dos plásticos aumentou exponencialmente. Em especial no mercado de embalagens, devido ao seu baixo custo. No entanto, só agora o interesse pelo reaproveitamento do plástico vem crescendo. Separados, moídos, diluídos, secos e aglutinados, objetos de plástico podem virar novos objetos, como solas de sapatos e tênis, baldes, mangueiras, etc.

Vidros: o vidro é um material totalmente reciclável, a partir de uma tecnologia simples e barata. O vidro novo, obtido a partir da sucata de vidro, mantém excelente qualidade, além de reduzir significativamente a energia térmica necessária para a produção de um material completamente novo.

Papel e papelão: o papel é feito basicamente a partir de fibras de vegetais. Para produzir uma tonelada de papel, gastam-se cerca de 100 mil litros de água tratada, muita energia e mais de 50 árvores adultas. A reciclagem de papel permite economizar em média 70% de energia e evita o abate de cerca de 30 árvores.

O entulho de construção: em geral retirado das obras e depositado clandestinamente em locais inadequados. Poderia servir de matéria-prima para novos componentes de material de construção de qualidade comparável aos produtos tradicionais. Com o entulho, podem-se produzir areia, brita e outros materiais para uso em pavimentação, contenção de encostas, e usos em argamassas e concreto. Sem falar em blocos, briquetes, tubos para drenagem e placas.